Meridiano da Bexiga — os 67 pontos

    Elemento : Água
    Horário : 15:00 – 17:00
    Bexiga
    Com sessenta e sete pontos, a Bexiga é o meridiano mais longo e mais povoado do corpo. A sua particularidade está no duplo ramo dorsal, que alberga os pontos Shu das costas: cada um corresponde a um órgão interno e permite agir sobre ele. Esta organização faz dele um meridiano de diagnóstico além de tratamento. O seu percurso, do canto interno do olho ao quinto dedo do pé, atravessa toda a face posterior do corpo, o que explica o seu uso constante nas dores das costas e da nuca.

    Trajeto do meridiano

    O meridiano começa no canto interno do olho, sobe pela testa, alcança o vértice, de onde um ramo penetra em direção ao cérebro, e depois desce pela nuca. Divide-se então em dois ramos paralelos à coluna, um a um dedo e meio da linha média, o outro a três. Ambos descem pelas costas e pela região lombar, reúnem-se na cava poplítea, percorrem a barriga da perna, passam por trás do maléolo externo, seguem o bordo externo do pé e terminam no ângulo ungueal externo do quinto dedo.

    Funções

    A Bexiga armazena e evacua os líquidos usados, sob a ação do Qi do Rim, ao qual está acoplada. O seu papel terapêutico vai muito além dessa função: os pontos Shu das costas que alberga dão acesso a cada órgão e víscera, o que faz dela um meridiano de regulação geral. O seu ramo superior trata as cefaleias, as perturbações oculares e a rigidez da nuca; o ramo dorsal, as lombalgias e as ciáticas; os pontos distais servem para dispersar o calor e libertar a superfície.

    Os pontos, do primeiro ao último

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